Eclética


Rocker

Gosto de cores, de flores, de amores para enfeitar-me.



Escrito por Lis às 23h31
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Pois vou atravessar o muro e descer alguns degraus para tocar a linha invisível na qual você se equilibra.

Pois vou entrar na sala da fantasia e oferecer meu corpo para o seu coração.

 



Escrito por Lis às 09h45
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Marionete sou eu. Marionete é você.

Nas mãos dos meus. Nas mãos dos seus.

Nas mãos de Deus.

 

 

“Se por um instante Deus esquecesse de que sou uma marionete de pano e me presenteasse com mais um pouco de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria em tudo o que digo”.

Gabriel García Márquez



Escrito por Lis às 20h38
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Mas não me despersonalizo. Somente acrescento. Eu sou uma multidão.



Escrito por Lis às 10h46
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Querido blog, quanto tempo!

Por pouco você não é meu ex-blog, sabia?

É, eu devia ter lhe contado que fora criado por meio da conta de usuário do meu ex... 

Enfim, recuperei a senha e aqui estou para seguirmos com a publicação de muitas ideias.

Mas veja bem...

Sem compromisso. 

Tá?

Então, tá.

;)



Escrito por Lis às 18h52
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without words...



Escrito por Lis às 22h53
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GO BACK

andarandei

(torquato neto)

não é o meu país

é uma sombra que pende concreta

do meu nariz

em linha reta

não é minha cidade

é um sistema que invento

me transforma

e que acrescento

à minha idade

nem é o nosso amor

é a memória que suja

a história

que enferruja o que passou

 

não é você

nem sou mais eu

adeus, meu bem

(adeus, adeus)

você mudou

mudei também

adeus, amor

adeus e vem

 

Só quero saber do que pode dar certo

Não tenho tempo a perder...

(Sérgio Brito)

 

Você me chama

Eu quero ir pro cinema

Você reclama

Meu coração não contenta

Você me ama

Mas, de repente, a madrugada mudou

E certamente

Aquele trem já passou

E se passou

Passou

Daqui pra melhor

Foi...

Só quero saber do que pode dar certo

Não tenho tempo a perder

 



Escrito por Lis às 19h46
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Curiosidade...

E quando é a alma que chora

Por onde é que as lágrimas vão embora?



Escrito por Lis às 13h08
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Fantasia

 

 

Ainda que sem algemas

As minhas emoções sortidas

Foram detidas

Por uma depressão maldita

Que insiste em me aprisionar

Mas quando ela dorme um pouquinho

Tem samba dentro de mim



Escrito por Lis às 22h11
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No fundo do poço do vale verde nasce a flor-de-lis



Escrito por Lis às 21h23
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Rima para Mina

 

Mina mocinha

Não era mimada

Desde pequena

Uma gata assustada

 

De preto e branco

Era malhada

A mais bonita

Daquela ninhada

 

Mina mocinha

Muito asseada

Deixava cheirinho

Na almofada

 

Andava macio

Na minha morada

Miava baixinho

De tão delicada

 

Mina mocinha

Apaixonada

Ao gato Zuzu

Vivia grudada

 

A última vez

A vi na calçada

Sua meiguice

Agora é finada

 

Mina mocinha

Gatinha amada

No início da noite

Foi atropelada



Escrito por Lis às 02h28
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“Verdad que es ancha la tristeza, delgada la melancolía?”

 

“É mesmo ampla a tristeza e tênue a melancolia?”

 

                                                                                (Pablo Neruda)

 



Escrito por Lis às 12h06
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Iminência careca

 Nem Lula nem Dirceu.

 Quem manda no Brasil sou eu.

Uai!



Escrito por Lis às 17h24
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"Comigo me desavim,

vejo-me em grande perigo:

não posso viver comigo,

nem posso fugir de mim."

    Sá de Miranda



Escrito por Lis às 14h46
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Ode...*

 

É singular, feminina, dominadora, exagerada, excitante...

Parece estar acima do bem e do mal.

É culta. É artista. É louca.

É mãe de livros, músicas, histórias, esculturas, filmes, cartas, quadros, rabiscos...

Não tem limites.

Briga e afaga.

Coisas extraordinárias foram feitas por causa dela.

É provocante...

Gosta de homens e de mulheres.

Não se importa se a luz está acesa ou apagada...

Topa tudo.

É imprevisível...

Já a esperei de banho tomado...

Já esperei para tomar banho com ela.

Mexe comigo...

Desperta paixões.

Inspira-me.

Desespera-me...

Não sei se a chamo Diva ou Diávola.

 

* Odeio a tal insônia!



Escrito por Lis às 07h00
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atmosphere

 (joy division)

walk in silence,
don't walk away, in silence.
see the danger,
always danger,
endless talking,
life rebuilding,
don't walk away.

walk in silence,
don't turn away, in silence.
your confusion,
my illusion,
worn like a mask of self-hate,
confronts and then dies.
don't walk away.

people like you find it easy,
naked to see,
walking on air.
hunting by the rivers,
through the streets,
every corner abandoned too soon,
set down with due care.
don't walk away in silence,
don't walk away.



Escrito por Lis às 14h27
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                                   mare

miro... mirror... me miras también... hasta siempre.

para eso no hay distancia!



Escrito por Lis às 00h34
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“E quando eu fico assim, eu simplesmente não sei o que dizer”...

 

Hoje, quando ouvi esta música do New Order pela milésima vez, pela primeira vez chorei, eu estava dançando... Talvez Bizarre Love Triangle represente uma fase da minha vida, esta fase, talvez.

Aqui, então, está a letra, em inglês.  E para ilustrar, uma foto de Blythe, a boneca deste momento.

Mas dela eu falo depois, em outro post.

 

Bizarre Love Triangle


Every time I think of you
I feel shot right through with a bolt of blue
It's no problem of mine but it's a problem I find
Living a life that I can't leave behind
There's no sense in telling me
The wisdom of a fool won't set you free
But that's the way that it goes
And it's what nobody knows
While every day my confusion grows

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say

I feel fine and I feel good
I'm feeling like I never should
Whenever I get this way, I just don't know what to say
Why can't we be ourselves like we were yesterday
I'm not sure what this could mean
I don't think you're what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I'll never see just what we're meant to be

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
You'll say the words that I can't say



Escrito por Lis às 21h34
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I don't know where the answers lie,
But I try not to get hung up on the questions

 

Each one has a shadow
We can't deny

 

Eu não sei onde as respostas mentem,

Mas eu tento não ser desligado nas perguntas

 

Cada um tem uma sombra

Nós não podemos negar

 

 



Escrito por Lis às 17h31
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 Brincadeira de Carnaval

Saímos de São Paulo e fomos roubadas em Minas. Tati e eu, eu e Tati.

Especifico: duas bolsas, dois celulares, agenda eletrônica e gravador digital, todos os documentos e dinheiro e cartões e cheques e paz pra sair de casa... 



Escrito por Lis às 00h05
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Cá estou, de novo. De volta, mas ainda em férias. Em casa. O que é legal é que tenho muitas coisas boas pra fazer, por exemplo, botar a leitura em dia e assistir a uns DVDs que comprei na viagem. Ah, também estou em campanha. É, campanha. Campanha de doação de gatos. Tenho 10 lindos gatinhos pra doar, e conto com a sua colaboração. Você pode me deixar um comentário se souber de alguém que quer um, dois ou os dez gatinhos.

Miau, miauô, meou, méau, mi, mou...

 



Escrito por Lis às 12h59
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Saudade de lá

 

Ela fica a 384 quilômetros de distância da cidade de São Paulo, no interior do Estado, na região Noroeste. Bela. Ensolarada. Mesmo quando chove faz sol. Calorenta. Calorosa. Festeira. Atrativa. Está sempre de braços abertos me esperando com muita claridade e parece dizer a mim e a quem mais eu quiser levar para lá comigo assim: — Vem, tem lugar aqui, pode chegar, bem-vindo, fique à vontade! Uma ótima anfitriã. E quem vai para lá uma vez sempre volta. Lá tem magia. Lá é um lugar abençoado por Deus.

Quando a saudade aperta, corro para lá. Revejo os amigos, recarrego as energias. Lá, tenho o colo da família. Em nossa casa, me sinto em paz, livre. Ando descalça, tomo banho de mangueira, me delicio com as comidinhas gostosas em todas as refeições, pego meu fusquinha nem se for só pra dar uma voltinha ao quarteirão, papeio até com meu pai – homem sensível e inteligente, toco piano e durmo abraçadinha com a vovó Maria Theresa, o amor da minha vida e a minha melhor amiga. Faço tudo isso acompanhada pela Angélica, minha irmã, entre idas e vindas da casa da minha mãe, a mulher mais versátil que eu conheço. Pra ela não tem tempo ruim, é uma artista da vida, uma mulher batalhadora. E a amo de uma forma especial. Minha família é diferente. As pessoas de lá são diferentes. Lá é tudo diferente.  

Terra boa pra plantar, terra de gente boa pra colher. Cana-de-açúcar, amizade, laranja, carinho, café, rio São Domingos, solidariedade, ventiladores, córrego Minguta, confiança, hortaliças, carnaval, honestidade, porcada, biscoitos, caipira, alegria, TV, crianças, laticínios, o trenzinho passeia pela cidade, muita prosa, três jornais, alto astral, universidades, artistas, árvores e flores, revistas, Ramón, zoológico, liberdade, refrigerante de maçã, baladinha, balada forte, bailão, respeito, três rádios, cajamanga é uma fruta, mulheres lindas, limão galego, política das boas, personagens, aeroclube, botecos, desenvolvimento, carroças, bandinha, festa de peão boiadeiro, bondade, prédios, shortinho e minissaia, quermesse, times de futebol, campainha, lojas, teatro, procissão e andorinhas tem lá. E mais: tanta inocência, que até parece defeito.

De dia, o céu tem um tom de azul que nunca vi no céu de cidade alguma. De noite, todas as estrelas e constelações estão no céu de lá, e isso, não vejo faz muito tempo.

Lá, estão minhas raízes. Lá, eu também sou feliz. Vou para lá nas férias. Foi bem lá que eu nasci. Lá é Catanduva.



Escrito por Lis às 08h32
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Fotos e símbolos: roubados da web

Brasão

                       

                                                                                                                  Bandeira         



Escrito por Lis às 08h13
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                                                                                            Catanduva - vista do alto do bairro São Francisco

 

                                                                                            Céu de um azul que não existe igual

 

                                                                                                        Panorâmica noturna, em destaque: Prefeitura



Escrito por Lis às 07h50
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O ser humano está corrompido e endividado, de muitas maneiras, em todos os sentidos. Cada vez mais, cada vez mais...

Abaixo a porqueira que é o capitalismo!

Abaixo a futilidade!

Bem que as pessoas podiam fazer do respeito, da caridade, do amor e da amizade, os melhores presentes, em cada natal e em todos os outros dias do ano.



Escrito por Lis às 23h15
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Compras de Natal

 

   A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.

   As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro; enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.

   Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.

   Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de cem cruzeiros, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.

   Grandes e pequenos, parentes amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas  e seus preços – e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade.

Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente.

Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade. Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão, para a insidiosa fome que alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que – especialmente neste verão – teremos de conquistar o pão de cada dia. Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma.

   Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão. Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como  sabonete) e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!

   São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável – apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.

 

                  (Cecília Meireles, em Vozes da cidade, 1968, pp. 164-165)



Escrito por Lis às 23h15
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Somebody

 I want somebody to share

Share the rest of my life

Share my innermost thoughts

Know my intimate details

Someone who’ll stand by my side

And give me support

And in return

She’ll get my support

She will listen to me

When I want to speak

About the world we live in

And life in general

Thought my views may be wrong

They may even be perverted

She’ll hear me out

And won’t easily be converted

To my way of thinking

In fact she’ll often disagree

But at the end of it all

She will understand me

Aaaahhhhh...



Escrito por Lis às 11h22
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I want somebody who cares

For me passionately

Whit every thought and

With every breath

Someone who’ll help me see things

In a different light

All the things I detest

I will almost like

I don’t want to be tied

To anyone’s strings

I’m carefully trying to steer clear of

Those things

But when I’m asleep

I want somebody

Who will put their arms around me?

And kiss me tenderly

Thought things like this

Make me sick

In a case like this

I’ll get away with it

Aaaahhhhh...

 

 



Escrito por Lis às 11h21
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(Depeche Mode – The Singles 81>85)

 Flash back... Faz uma semana que só ouço esse disco.

 



Escrito por Lis às 11h20
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Quadrilha

 

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

 

(Carlos Drummond de Andrade)



Escrito por Lis às 21h11
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O melhor filme: Sacco e Vanzetti, de Giuliano Montaldo.

 

História real de dois trabalhadores anarquistas – Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, imigrantes italianos que são acusados de latrocínio e condenados à morte pela política negligente e dominadora de um Estado norte-americano.

 

 

 

As interpretações de todos os atores me deixaram impressionada, em especial, a interpretação do ator Cyril Cusack, que faz o advogado de defesa. Cusack dá uma aula de amor à arte.

Forte, verdadeiro, sério, maravilhoso, o filme é inesquecível.



Escrito por Lis às 00h20
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Ennio Morricone apresenta uma trilha sonora emocionante, na voz de Joan Baez.

 

"Give to me your tired and your poor
Your huddled masses yearning to breathe free
The wretched refuse of your teeming shore
Send these, the homeless, tempest-tossed to me."

Blessed are the persecuted
And blessed are the pure in heart
Blessed are the merciful
And blessed are the ones who mourn

The step is hard that tears away the roots
And says goodbye to friends and family
The fathers and the mothers weep
The children cannot comprehend
But when there is a promised land
The brave will go and others follow
The beauty of the human spirit
Is the will to try our dreams
And so the masses teemed across the ocean
To a land of peace and hope
But no one heard a voice or saw a light
As they were tumbled onto shore
And none was welcomed by the echo of the phrase
"I lift my lamp beside the golden door."

Blessed are the persecuted
And blessed are the pure in heart
Blessed are the merciful
And blessed are the ones who mourn

Father, yes, I am a prisoner
Fear not to relay my crime
The crime is loving the forsaken
Only silence is shame

And now I'll tell you what's against us
An art that's lived for centuries
Go through the years and you will find
What's blackened all of history
Against us is the law
With its immensity of strength and power
Against us is the law!
Police know how to make a man
A guilty or an innocent
Against us is the power of police!
The shameless lies that men have told
Will ever more be paid in gold
Against us is the power of the gold!
Against us is racial hatred
And the simple fact that we are poor

My father dear, I am a prisoner
Don't be ashamed to tell my crime
The crime of love and brotherhood
And only silence is shame

With me I have my love, my innocence,
The workers, and the poor
For all of this I'm safe and strong
And hope is mine
Rebellion, revolution don't need dollars
They need this instead
Imagination, suffering, light and love
And care for every human being
You never steal, you never kill
You are a part of hope and life
The revolution goes from man to man
And heart to heart
And I sense when I look at the stars
That we are children of life
Death is small

 

 

 

 

 

 

“Mai vivendo l'intera esistenza avremmo potuto sperare di fare così tanto per la tolleranza, la giustizia, la mutua comprensione fra gli uomini.”

               Bartolomeo Vanzetti



Escrito por Lis às 00h16
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Mudando de assunto...

 

 

...Muito me consola, mas foi ditado: ninguém recebe o que não pode suportar.

 

“O pulso ainda pulsa, o pulso ainda pulsa...”

                                                                                                                   (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto)

 

 



Escrito por Lis às 23h59
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“Anarquia oi-oi!”                  

 

 

Fraternidade, cooperação, igualdade e justiça

 

Protesto: 

Abaixo o sistema capitalista de governo que comanda até a "ex-oposição"!



Escrito por Lis às 23h56
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Dor cravada

 

Dor gravada

"Gravador que está gravando
Aqui  no  nosso ambiente
Tu gravas a minha voz,
O meu  verso  e o  meu repente
Mas gravador tu não gravas
A dor que meu  peito sente"
 

 

Patativa do Assaré

(1909 – 2002)

Poeta cearense, cronista e cantador das mazelas do mundo.

Suas composições denunciavam injustiças sociais e o sofrimento do povo nordestino.

 



Escrito por Lis às 01h37
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Snoopy, Charlie Brown e Lucy, por Charles M. Schulz 

 

 

“Mas que puxa...!”

 

 

Às vezes, sou como os personagens das histórias em quadrinhos...

                                                                                  

                                                                                                12/12/1958

 

Como assim, o mundo não gira ao meu redor? 

 

Eu costumava tentar encarar um dia de cada vez, mas agora a minha filosofia mudou: reduzi para meio dia de cada vez!

 

 

                                            É...                                                 



Escrito por Lis às 21h32
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apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme

 

(Paulo Leminski)



Escrito por Lis às 16h12
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Bela viola...

 

Com alguma coisa estragada por dentro mais confusão mais paixão.



Escrito por Lis às 12h12
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Pedi poucos e ótimos amigos. Deus me deu.

A Flora é uma amigona! 

Eu,                                                                                                                     Flora

 

 



Escrito por Lis às 14h46
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Mais um pouquinho de poesia...

Agora é a vez de Mario Quintana, o poeta da simplicidade.

Poetando as emoções em Espelho Mágico, escrito no ano de 1948.

 

 

Da discrição

Não te abras com teu amigo

Que ele um outro amigo tem.

E o amigo de teu amigo

Possui amigos também

 

 

Da realidade 

O sumo bem só no ideal perdura...

Ah! Quanta vez a vida nos revela

Que “a saudade da amada criatura”

É bem melhor do que a presença dela...

 

 

Da felicidade

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura,

Tendo-os na ponta do nariz!

 

 

Das idéias

Qualquer idéia que te agrade,

Por isso mesmo... é tua.

O autor nada mais fez vestir a verdade

Que dentro em ti se achava inteiramente nua...

 

 

Das ilusões

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.

Com ele ia subindo a ladeira da vida.

E, no entretanto, após cada ilusão perdida...

Que extraordinária sensação de alívio!

Escrito por Lis às 01h57
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Quintana outra vez...

 

Homem com megafone também é muito chato.

Dos chatos

     O maior chato é o chato perguntativo. Prefiro o chato discursivo ou narrativo, que se pode ouvir pensando noutra coisa... Me lembro que fiz um soneto inteiro — bem certinho, bem clássico e tudo — durante o assalto ao Quarto do Sétimo, isto é, quando um veterano de 30 me contava mais uma vez a sua participação nas glórias e perigos daquela investida.

      As velhotas que nos contam seus achaques também são de grande inspiração poética.

      Mas que fazer contra a amabilidade agressiva do chato solícito? Aquele que insiste em pagar nossa passagem, nosso cafezinho, ou quer levar-nos à força para um drinque, ou faz questão fechada de nos emprestar um livro que não temos a mínima vontade de abrir...

      Ah! ia-me esquecendo dos proselitistas de todas as religiões. Os proselitistas amadores, que são os piores. Quanto aos sacerdotes que conheço, registre-se em seu louvor que eles sempre me falam de outras coisas. Ou me julgam um caso perdido ou um caso garantido... Bem, qualquer que seja o caso, deixam-me em paz.

      O que pode acontecer de mais chato no mundo é o chato que se chateia a si mesmo, o autochato.

      Para essa extrema contingência, descobri em tempo que a última solução não é o suicídio. É escrever, desabafar para cima do leitor, o qual, se me leu até aqui, a culpa é toda dele.

      Há gente para tudo...



Escrito por Lis às 01h52
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Para ser grande

                                                                                                                  14/2/1933

 

Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.

 

 

Poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa.

Para descrever o mundo em suas poesias, Fernando Pessoa se despersonalizava. Seus heterônimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis tinham caráter e estilo. Amo todos eles!

 

                                                                  

 

“Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.”

                                                                      Fernando Pessoa (1888 – 1935)



Escrito por Lis às 01h39
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Digo que o livro Gatos - Bigodes ao Léu, do Laerte, é tudo de bom, às vezes releio e passo hoooras rindo.

Como as tirinhas são engraçadas! Como o Laerte é engraçado!

 

Perfil dos personagens:

 

Gata

 

Não gosta de ser definida como fêmea do gato; é uma fêmea absoluta, acima das espécies e das estrelas. Curte Luiz Melodia, acredita em Batman, sonha com números e aposta tudo em sexo bizarro.

 

 

Gato

 

Idealista, criativo, inseguro, portador de uma bagagem cultural mais sortida do que profunda. Tem todas as sonatas de Beethoven, mas já foi visto num karaokê, dando tudo de si pra impressionar a gatinha. E conseguiu.

 

 

Messias

É filho do Gato com uma ex – ele insiste em assumir, investir, participar, essas coisas. Messias, que é filhote, mas não nasceu ontem, deita e rola...

 

 

Vá lá: www.laerte.com.br

 

 

 




Escrito por Lis às 20h43
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Letra da música The Scientist, da banda inglesa Coldplay.

 

Come up to meet ya, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need ya
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start

Running in circles, coming in tails
Heads on a science apart

 

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

 
I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress

Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start

 
Running in circles, chasing our tails
Coming back as we are

 
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

 
Ooooohhhhhhh



Escrito por Lis às 16h46
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Coldplay

                                                                                           

Formação: Londres, Inglaterra em 1996

 

Chris Martin (vocais, violão e piano)

Jon Buckland (guitarra)
Guy Berryman (baixo)
Will Champion (bateria)

 



Escrito por Lis às 16h39
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Odeio mentira

La mentira nunca es buena, mata el alma y la envenena.

                                                        (Marita Ortegon)

Definição da palavra mentir segundo o Dicionário Aurélio:

Mentir v.int. 1. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade. 2. Errar no que diz. 3. Induzir em erro. T. 4. Dizer (mentira [s]); enganar.

Pra mim: mentir = defeito gravíssimo

 

Sempre tem um Pinóquio de plantão

“La mentira es el refugio de los cobardes”.

                                   (Manuel Lorente)

 

Até que é bem parecido... Ahahaha...

Veio cheio de segundas intenções e foi traiçoeiro, mentiu. Bastou. Cortei o mal pela raiz: o excluí da minha lista/vida.

“La primera vê que me mientas la culpa será tuya, la segunda vez, la culpa será mia”.



Escrito por Lis às 00h36
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A inveja é mesmo uma merda.

Isola!!! Toc, toc, toc...

 

                                    

 



Escrito por Lis às 00h34
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Ando sem tempo para postar e atualizar o blog. A minha patologia descoberta recentemente - o tal do Distúrbio do Déficit de Atenção, mais conhecido como DDA, me deixa lesada. Para não ficar mais confusa, prefiro estar como a Mafalda neste quadrinho desenhado pelo argentino Quino:

Não falar, não ouvir e não ver. E olha que a Mafalda não é de ficar assim!

Quando tiver um tempinho, falo mais desta personagem que vive indignada com o mundo.

,

Lis

 

 

 



Escrito por Lis às 23h51
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E não é que é verdade!?! 



Escrito por Lis às 09h09
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Escrito por Lis às 18h29
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O melhor aniversário à mais especial de todas as pessoas: a minha amiga Dany. 

 

Dany, o meu presente tem sete letras.

Difícil de encontrar,
 ele dura uma vida inteira.
 É feito de emoção,
carinho e alegria.
 Tem o som dos risos
e o brilho das estrelas.
 Ninguém consegue
viver sem ele...
 
A M I Z A D E: é o meu presente para você.
 PARABÉNS, te amo muitão!

Mil beijos!

Lis

 



Escrito por Lis às 11h36
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Hoje é o Dia da Imprensa. Publico aqui um texto que conta a história da imprensa feminista no Brasil.

 Ah, e informo: a maioria dos impressos voltados para leitoras, em pleno século XXI, faz um trabalho burro e inútil. Por que será?



Escrito por Lis às 23h56
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Páginas feministas

por Maria Amélia de Almeida Teles

 

Em meados do século XIX, quando a imprensa brasileira tomou grande impulso, as feministas aproveitaram a oportunidade para criar canais de informação e de troca de idéias sobre os direitos que as mulheres deveriam ter. Romperam assim com a imprensa tradicional, que dedicava ao público feminino tão-somente temas como bordados, cosméticos e modas.

A imprensa feminista nasceu por volta de 1850 e reuniu um material bastante expressivo, em que as mulheres puderam registrar seus sentimentos, anseios e reivindicações. Os jornais traduziam suas inquietações e colocavam novas indagações sobre a condição feminina, propondo uma participação maior das mulheres nas áreas da educação, da profissionalização e da política.

Essa feminização da imprensa, que também ocorria em outros países da Europa e da América Latina e Caribe, foi bastante profícua no Brasil. O Jornal das Senhoras, que destacava as necessidades e capacidades das mulheres, foi lançado no Rio de Janeiro – então sede do Império – em 1852 pela argentina Joana Paula Manso de Noronha, que posteriormente voltaria para Buenos Aires, dando lá continuidade ao seu trabalho na imprensa feminista. O Belo Sexo nasceu em 1862, e seu conselho editorial se reunia semanalmente para desenvolver os temas que mais afligiam as mulheres. Nessas discussões, formulavam-se novos pontos de vista e as mulheres aprendiam a se manifestar livremente.

O jornal feminista mais radical foi O Sexo Feminino, lançado em 1873 em Campanha da Princesa, Minas Gerais, editado por Francisca Senhorinha da Motta. Dirigido diretamente às mulheres, conclamava-as a tomar consciência de sua identidade e de seus direitos. Defendia a educação como caminho seguro para alcançar a independência econômica e associava a luta pela emancipação feminina à reivindicação do direito ao voto e à abolição da escravatura.

Outros jornais foram surgindo, principalmente nas cidades onde as mulheres começavam a ter mais oportunidades de educação. Abordavam desde o direito à maternidade até conhecimentos práticos de saúde, cuidados domésticos, moda e teatro. Publicavam também manifestações literárias, contos, poesias e ensaios.

O jornal A Família, dirigido por Josefina Álvares Azevedo, defendeu o direito de voto e de divórcio, reivindicações que encontraram eco na Constituinte de 1891 pela voz do deputado Lopes Trovão, personagem recentemente lembrado pela minissérie Chiquinha Gonzaga.



Escrito por Lis às 23h53
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Em São Paulo, entre 1897 e 1900, circulou a revista A Mensageira, sob a direção da poetisa Prisciliana Duarte de Almeida, que apresentou questões pioneiras, como a solidariedade entre mulheres do mundo inteiro. O jornal A Família chegou a questionar a entonação da voz masculina ao se referir a “minha mulher”, “meu cavalo”, “minhas botas” como se fossem todos objetos de sua propriedade. Assim, levantava-se o tema da necessidade de convencer o homem da injustiça que se cometia contra as mulheres.

Já no início dos novecentos, em 1910, Ernestina Lésina publicava o jornal Anima Vita, que defendia a regulamentação do trabalho feminino.

Com a conquista pelas mulheres do direito ao voto, houve um refluxo do feminismo. A imprensa feminista deixou de circular por algumas décadas, só voltando a se manifestar a partir de 1975 – Ano Internacional da Mulher – com a publicação de pelo menos dois jornais: Brasil Mulher e Nós Mulheres.

O primeiro se propunha informar e debater a premência da “eqüidade entre homens e mulheres de qualquer latitude”. O segundo conclamava as mulheres a lutar por sua própria emancipação. Ambos faziam parte da imprensa democrática que resistia aos desmandos da ditadura militar e defendiam a anistia ampla, geral e irrestrita para todos os presos e perseguidos políticos, fossem homens ou mulheres. Nascia com esses jornais um novo feminismo, comprometido com os ideais democráticos e socialistas.

Mais tarde, em 1981, veio o Mulherio, que buscava atualizar o feminismo respondendo às indagações mais candentes: licença-paternidade, democracia doméstica, situação das mulheres negras e das lésbicas e atuação das parlamentares. Em uma de suas últimas edições, foram questionadas a crise do feminismo e a falta de motivação para a militância. Segundo o jornal, isso se deu porque “a entrada da mulher para o mundo masculino não correspondeu à entrada do homem no mundo feminino”. A carga seguia bem mais pesada para as mulheres...

 

 

... Continua no site www.undp.org.br

 



Escrito por Lis às 23h52
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Amandinha,

Seu beijinho ainda está aqui, viu? Obrigada pela ajuda.

Você é muito legal!



Escrito por Lis às 23h09
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Voltei...

Não, não estava em Roma!

 



Escrito por Lis às 01h31
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Você sabia...

 

 

Que hoje é o Dia Internacional da Alfabetização, e que nós brasileiros não temos nenhum motivo para comemorar?

 

 

Ótimo

 

Você e eu somos alfabetizados.

Péssimo

 

No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas são analfabetas.

                                                   Fonte: IBGE



Escrito por Lis às 00h45
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Brada povo heróico!

Cadê a Independência do Brasil?

Brada povo heróico!

 

Brada povo heróico!

A nossa Pátria é mãe gentil?

Brada povo heróico!

 

Brada povo heróico!

Somos todos iguais!

Brada povo heróico!

                Lis

 

 

Com ironia e indignação reproduzo a quarta estrofe do Hino da Independência:

 

Parabéns, ó brasileiros

Já com garbo juvenil

Do Universo entre as nações

Resplandece a do Brasil.

Do Universo entre as nações

Do Universo entre as nações

Resplandece a do Brasil.

 

 

Fome, abandono, violência, miséria, corrupção, desigualdade, desprezo, covardia, crueldade, ostentação, ignorância...

... A culpa é de quem?

É minha também.

            Lis



Escrito por Lis às 21h53
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Metade da música “Metade” de Oswaldo Montenegro

 

 

“... Que a minha vontade de ir embora
se transforme na calma e paz que mereço
que a tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
pois metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o seu silêncio me fale cada vez mais
pois metade de mim é abrigo
a outra metade é cansaço.

Que a arte me aponte uma resposta
mesmo que ela mesma não saiba
e que ninguém a tente complicar
pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
pois metade de mim é platéia
a outra metade é canção.

Que a minha loucura seja perdoada
pois metade de mim é amor
e a outra metade também.”



Escrito por Lis às 19h31
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Bom dia...




Escrito por Lis às 03h42
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Do livro “Pequeno dicionário de palavras ao vento”, de Adriana Falcão.

 

 

Amanhã

Dia de realizar os sonhos pendentes.

 

Aplauso

Quando as mãos não necessitam da boca para dizer “gostei”.

 

Ausência

Uma falta que fica ali presente.

 

Cabisbaixo

Quando o chão é a única coisa que não incomoda a pessoa.

 

Calendário

Onde moram os dias.

 

Calma

Quando as agonias dormem profundamente dentro da gente.

 

Contrato

Você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo.



Escrito por Lis às 03h38
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Decreto

Determinação que não leva nem um pouco em consideração a vontade dos outros.

 

Desânimo

Quando o “um, dois, três e já” não surte mais efeito.

 

Denúncia

Frase muito perigosa que nunca deveria ser injusta.

 

Futuro

Tudo que vem depois deste instante, deste agora, deste outro e dos próximos.

 

Infância

O prefácio da pessoa.

 

Paixão

Quando apesar da placa “perigo” o desejo vai e entra.



Escrito por Lis às 03h37
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Desejo

Para o bebê, colo de mãe. Para mãe, riso de filho.

Para os cabelos, vento. Para chuva, pára-brisa.

Para brisa, rede. Para os olhos, paraísos.

Para isolados, visita. Para visita, atenção.

Para teimosia, não. Para adolescente, chão.

Para adulto, ser criança. Para sobreviver, trabalho.

Para trabalho, pagamento. Para pobreza, justiça.

Para cima, elevador. Para baixo, tobogã.

Para casados, liberdade. Para solteiros, companhia.

Para companhia, uma boa pessoa. Para pessoas em geral, alegria.

Para coisas, nomes. Para menina, cor-de-rosa. Para flor, um regador.

Para dor, anestesia. Para prazer, suspiros. Para as mãos apertos.

Para os pés, descansos. Para o cansaço, sono.

Para mertiolate, sopro. Para agonia, calma.

Para a alma, céu. Para um corpo, outro.

Para a boca, beijo. E comida para todos.

 

 

PEQUENO DICIONÁRIO DE PALAVRAS AO VENTO, de Adriana Falcão. Planeta, 166 págs., R$29,50.

 

 

 



Escrito por Lis às 03h36
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Do livro "DOMINGO DIA DE CACHIMBO", de Giselda Laporta Nicolelis.

 

 

Hoje é domingo.

Dia de cachimbo.

O cachimbo é de barro.

Bate no jarro.

Jarro é de ouro.

Bate no touro.

Touro é valente.

Correu atrás da gente.

A gente é fraca.

Caiu no buraco.

O buraco é fundo.

Acabou todo o mundo.

 

 

 



Escrito por Lis às 04h47
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...Eu pertenço à fecundidade, e crescerei enquanto crescem as vidas: sou jovem como a juventude da água, sou lento com a lentidão do tempo, sou puro com a pureza do ar, escuro com o vinho da noite e só estarei imóvel quando seja tão mineral que não veja nem escute, nem participe do que nasce e cresce. Quando escolhi a selva para aprender a ser, folha por folha, estendi as minhas lições e aprendi a ser raiz, barro profundo, terra calada, noite cristalina, e pouco a pouco mais, toda a selva.  

(Pablo Neruda)

                                                           

 



Escrito por Lis às 16h45
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Bom dia

 

Obrigada pela visita.

 

 

Lis

 



Escrito por Lis às 02h21
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Hein?

Jornal: algo que deveria dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

(Adriana Falcão)

 



Escrito por Lis às 02h18
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"Poema"

( Desconheço a autoria, mas acho que deve ser de uma mulher)

 



Escrito por Lis às 02h01
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Poema da mulher

 

Que mulher nunca teve

Um sutiã meio furado,

Um tio meio tarado

Ou um amigo meio viado?

 

Que mulher nunca tomou

Um fora de querer sumir,

Um porre de cair

Ou um Lexotan para dormir?

 

Que mulher nunca sonhou

Com a sogra morta, estendida,

Em ser muito feliz na vida

Ou com uma “lipo” na barriga?



Escrito por Lis às 02h00
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Que mulher nunca pensou

Em zunir uma panela,

Jogar os filhos pela janela

Ou que a culpa era toda dela?

 

Que mulher nunca penou

Pra ter a perna depilada,

Pra aturar uma empregada

Ou pra trabalhar menstruada?

 

Que mulher nunca acordou

Com um desconhecido ao lado,

Com o cabelo desgrenhado

Ou com o travesseiro babado?

 

Que mulher nunca comeu

Uma caixa de Bis, por ansiedade,

Uma alface, no almoço, por vaidade

Ou, um canalha por saudade?

 

Que mulher nunca apertou

O pé no sapato pra caber,

A barriga pra emagrecer

Ou um ursinho pra não enlouquecer?

 

Que mulher nunca jurou

Que não estava ao telefone,

Que nem pensa em silicone

Ou que "dele" não lembra nem o nome

 



Escrito por Lis às 02h00
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