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Rocker
Gosto de cores, de flores, de amores para enfeitar-me.

Escrito por Lis às 23h31
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Pois vou atravessar o muro e descer alguns degraus para tocar a linha invisível na qual você se equilibra. Pois vou entrar na sala da fantasia e oferecer meu corpo para o seu coração.
Escrito por Lis às 09h45
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Marionete sou eu. Marionete é você. Nas mãos dos meus. Nas mãos dos seus. Nas mãos de Deus. 
“Se por um instante Deus esquecesse de que sou uma marionete de pano e me presenteasse com mais um pouco de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria em tudo o que digo”. Gabriel García Márquez
Escrito por Lis às 20h38
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Mas não me despersonalizo. Somente acrescento. Eu sou uma multidão. 
Escrito por Lis às 10h46
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Querido blog, quanto tempo! Por pouco você não é meu ex-blog, sabia? É, eu devia ter lhe contado que fora criado por meio da conta de usuário do meu ex... Enfim, recuperei a senha e aqui estou para seguirmos com a publicação de muitas ideias. Mas veja bem... Sem compromisso. Tá? Então, tá. ;)
Escrito por Lis às 18h52
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without words...
Escrito por Lis às 22h53
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GO BACK
andarandei (torquato neto) não é o meu país é uma sombra que pende concreta do meu nariz em linha reta não é minha cidade é um sistema que invento me transforma e que acrescento à minha idade nem é o nosso amor é a memória que suja a história que enferruja o que passou não é você nem sou mais eu adeus, meu bem (adeus, adeus) você mudou mudei também adeus, amor adeus e vem Só quero saber do que pode dar certo Não tenho tempo a perder... (Sérgio Brito) Você me chama Eu quero ir pro cinema Você reclama Meu coração não contenta Você me ama Mas, de repente, a madrugada mudou E certamente Aquele trem já passou E se passou Passou Daqui pra melhor Foi... Só quero saber do que pode dar certo Não tenho tempo a perder
Escrito por Lis às 19h46
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Curiosidade...
E quando é a alma que chora
Por onde é que as lágrimas vão embora?
Escrito por Lis às 13h08
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Fantasia Ainda que sem algemas As minhas emoções sortidas Foram detidas Por uma depressão maldita Que insiste em me aprisionar Mas quando ela dorme um pouquinho Tem samba dentro de mim
Escrito por Lis às 22h11
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No fundo do poço do vale verde nasce a flor-de-lis
Escrito por Lis às 21h23
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Rima para Mina
Mina mocinha
Não era mimada
Desde pequena
Uma gata assustada
De preto e branco
Era malhada
A mais bonita
Daquela ninhada
Mina mocinha
Muito asseada
Deixava cheirinho
Na almofada
Andava macio
Na minha morada
Miava baixinho
De tão delicada
Mina mocinha
Apaixonada
Ao gato Zuzu
Vivia grudada
A última vez
A vi na calçada
Sua meiguice
Agora é finada
Mina mocinha
Gatinha amada
No início da noite
Foi atropelada

Escrito por Lis às 02h28
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“Verdad que es ancha la tristeza, delgada la melancolía?”
“É mesmo ampla a tristeza e tênue a melancolia?”
(Pablo Neruda)
Escrito por Lis às 12h06
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Iminência careca

Nem Lula nem Dirceu. Quem manda no Brasil sou eu. Uai!
Escrito por Lis às 17h24
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"Comigo me desavim,
vejo-me em grande perigo:
não posso viver comigo,
nem posso fugir de mim."
Sá de Miranda
Escrito por Lis às 14h46
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Ode...*
É singular, feminina, dominadora, exagerada, excitante...
Parece estar acima do bem e do mal.
É culta. É artista. É louca.
É mãe de livros, músicas, histórias, esculturas, filmes, cartas, quadros, rabiscos...
Não tem limites.
Briga e afaga.
Coisas extraordinárias foram feitas por causa dela.
É provocante...
Gosta de homens e de mulheres.
Não se importa se a luz está acesa ou apagada...
Topa tudo.
É imprevisível...
Já a esperei de banho tomado...
Já esperei para tomar banho com ela.
Mexe comigo...
Desperta paixões.
Inspira-me.
Desespera-me...
Não sei se a chamo Diva ou Diávola.
* Odeio a tal insônia!
Escrito por Lis às 07h00
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atmosphere
(joy division)
walk in silence, don't walk away, in silence. see the danger, always danger, endless talking, life rebuilding, don't walk away.
walk in silence, don't turn away, in silence. your confusion, my illusion, worn like a mask of self-hate, confronts and then dies. don't walk away.
people like you find it easy, naked to see, walking on air. hunting by the rivers, through the streets, every corner abandoned too soon, set down with due care. don't walk away in silence, don't walk away.
Escrito por Lis às 14h27
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mare
miro... mirror... me miras también... hasta siempre.
para eso no hay distancia!
Escrito por Lis às 00h34
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“E quando eu fico assim, eu simplesmente não sei o que dizer”...
Hoje, quando ouvi esta música do New Order pela milésima vez, pela primeira vez chorei, eu estava dançando... Talvez Bizarre Love Triangle represente uma fase da minha vida, esta fase, talvez.
Aqui, então, está a letra, em inglês. E para ilustrar, uma foto de Blythe, a boneca deste momento.
Mas dela eu falo depois, em outro post.
Bizarre Love Triangle
Every time I think of you I feel shot right through with a bolt of blue It's no problem of mine but it's a problem I find Living a life that I can't leave behind There's no sense in telling me The wisdom of a fool won't set you free But that's the way that it goes And it's what nobody knows While every day my confusion grows
Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say
I feel fine and I feel good I'm feeling like I never should Whenever I get this way, I just don't know what to say Why can't we be ourselves like we were yesterday I'm not sure what this could mean I don't think you're what you seem I do admit to myself That if I hurt someone else Then I'll never see just what we're meant to be
Every time I see you falling I get down on my knees and pray I'm waiting for that final moment You'll say the words that I can't say
Escrito por Lis às 21h34
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I don't know where the answers lie, But I try not to get hung up on the questions
Each one has a shadow We can't deny
Eu não sei onde as respostas mentem,
Mas eu tento não ser desligado nas perguntas
Cada um tem uma sombra
Nós não podemos negar
Escrito por Lis às 17h31
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Brincadeira de Carnaval 
Saímos de São Paulo e fomos roubadas em Minas. Tati e eu, eu e Tati.
Especifico: duas bolsas, dois celulares, agenda eletrônica e gravador digital, todos os documentos e dinheiro e cartões e cheques e paz pra sair de casa...
Escrito por Lis às 00h05
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Cá estou, de novo. De volta, mas ainda em férias. Em casa. O que é legal é que tenho muitas coisas boas pra fazer, por exemplo, botar a leitura em dia e assistir a uns DVDs que comprei na viagem. Ah, também estou em campanha. É, campanha. Campanha de doação de gatos. Tenho 10 lindos gatinhos pra doar, e conto com a sua colaboração. Você pode me deixar um comentário se souber de alguém que quer um, dois ou os dez gatinhos.
Miau, miauô, meou, méau, mi, mou...
Escrito por Lis às 12h59
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Saudade de lá Ela fica a 384 quilômetros de distância da cidade de São Paulo, no interior do Estado, na região Noroeste. Bela. Ensolarada. Mesmo quando chove faz sol. Calorenta. Calorosa. Festeira. Atrativa. Está sempre de braços abertos me esperando com muita claridade e parece dizer a mim e a quem mais eu quiser levar para lá comigo assim: — Vem, tem lugar aqui, pode chegar, bem-vindo, fique à vontade! Uma ótima anfitriã. E quem vai para lá uma vez sempre volta. Lá tem magia. Lá é um lugar abençoado por Deus. Quando a saudade aperta, corro para lá. Revejo os amigos, recarrego as energias. Lá, tenho o colo da família. Em nossa casa, me sinto em paz, livre. Ando descalça, tomo banho de mangueira, me delicio com as comidinhas gostosas em todas as refeições, pego meu fusquinha nem se for só pra dar uma voltinha ao quarteirão, papeio até com meu pai – homem sensível e inteligente, toco piano e durmo abraçadinha com a vovó Maria Theresa, o amor da minha vida e a minha melhor amiga. Faço tudo isso acompanhada pela Angélica, minha irmã, entre idas e vindas da casa da minha mãe, a mulher mais versátil que eu conheço. Pra ela não tem tempo ruim, é uma artista da vida, uma mulher batalhadora. E a amo de uma forma especial. Minha família é diferente. As pessoas de lá são diferentes. Lá é tudo diferente. Terra boa pra plantar, terra de gente boa pra colher. Cana-de-açúcar, amizade, laranja, carinho, café, rio São Domingos, solidariedade, ventiladores, córrego Minguta, confiança, hortaliças, carnaval, honestidade, porcada, biscoitos, caipira, alegria, TV, crianças, laticínios, o trenzinho passeia pela cidade, muita prosa, três jornais, alto astral, universidades, artistas, árvores e flores, revistas, Ramón, zoológico, liberdade, refrigerante de maçã, baladinha, balada forte, bailão, respeito, três rádios, cajamanga é uma fruta, mulheres lindas, limão galego, política das boas, personagens, aeroclube, botecos, desenvolvimento, carroças, bandinha, festa de peão boiadeiro, bondade, prédios, shortinho e minissaia, quermesse, times de futebol, campainha, lojas, teatro, procissão e andorinhas tem lá. E mais: tanta inocência, que até parece defeito. De dia, o céu tem um tom de azul que nunca vi no céu de cidade alguma. De noite, todas as estrelas e constelações estão no céu de lá, e isso, não vejo faz muito tempo. Lá, estão minhas raízes. Lá, eu também sou feliz. Vou para lá nas férias. Foi bem lá que eu nasci. Lá é Catanduva.
Escrito por Lis às 08h32
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Fotos e símbolos: roubados da web 
Brasão 
Bandeira
Escrito por Lis às 08h13
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Catanduva - vista do alto do bairro São Francisco 
Céu de um azul que não existe igual 
Panorâmica noturna, em destaque: Prefeitura
Escrito por Lis às 07h50
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O ser humano está corrompido e endividado, de muitas maneiras, em todos os sentidos. Cada vez mais, cada vez mais...
Abaixo a porqueira que é o capitalismo!
Abaixo a futilidade!
Bem que as pessoas podiam fazer do respeito, da caridade, do amor e da amizade, os melhores presentes, em cada natal e em todos os outros dias do ano.
Escrito por Lis às 23h15
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Compras de Natal
A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.
As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro; enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.
Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.
Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de cem cruzeiros, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.
Grandes e pequenos, parentes amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas e seus preços – e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade.
Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente.
Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade. Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão, para a insidiosa fome que alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que – especialmente neste verão – teremos de conquistar o pão de cada dia. Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma.
Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão. Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como sabonete) e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!
São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável – apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.
(Cecília Meireles, em Vozes da cidade, 1968, pp. 164-165)
Escrito por Lis às 23h15
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Somebody
I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone who’ll stand by my side
And give me support
And in return
She’ll get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Thought my views may be wrong
They may even be perverted
She’ll hear me out
And won’t easily be converted
To my way of thinking
In fact she’ll often disagree
But at the end of it all
She will understand me
Aaaahhhhh...
Escrito por Lis às 11h22
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I want somebody who cares
For me passionately
Whit every thought and
With every breath
Someone who’ll help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I don’t want to be tied
To anyone’s strings
I’m carefully trying to steer clear of
Those things
But when I’m asleep
I want somebody
Who will put their arms around me?
And kiss me tenderly
Thought things like this
Make me sick
In a case like this
I’ll get away with it
Aaaahhhhh...
Escrito por Lis às 11h21
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(Depeche Mode – The Singles 81>85)
Flash back... Faz uma semana que só ouço esse disco.
Escrito por Lis às 11h20
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Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
Escrito por Lis às 21h11
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O melhor filme: Sacco e Vanzetti, de Giuliano Montaldo.
História real de dois trabalhadores anarquistas – Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, imigrantes italianos que são acusados de latrocínio e condenados à morte pela política negligente e dominadora de um Estado norte-americano.

As interpretações de todos os atores me deixaram impressionada, em especial, a interpretação do ator Cyril Cusack, que faz o advogado de defesa. Cusack dá uma aula de amor à arte.
Forte, verdadeiro, sério, maravilhoso, o filme é inesquecível.
Escrito por Lis às 00h20
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Ennio Morricone apresenta uma trilha sonora emocionante, na voz de Joan Baez.

"Give to me your tired and your poor Your huddled masses yearning to breathe free The wretched refuse of your teeming shore Send these, the homeless, tempest-tossed to me."
Blessed are the persecuted And blessed are the pure in heart Blessed are the merciful And blessed are the ones who mourn
The step is hard that tears away the roots And says goodbye to friends and family The fathers and the mothers weep The children cannot comprehend But when there is a promised land The brave will go and others follow The beauty of the human spirit Is the will to try our dreams And so the masses teemed across the ocean To a land of peace and hope But no one heard a voice or saw a light As they were tumbled onto shore And none was welcomed by the echo of the phrase "I lift my lamp beside the golden door."
Blessed are the persecuted And blessed are the pure in heart Blessed are the merciful And blessed are the ones who mourn
Father, yes, I am a prisoner Fear not to relay my crime The crime is loving the forsaken Only silence is shame
And now I'll tell you what's against us An art that's lived for centuries Go through the years and you will find What's blackened all of history Against us is the law With its immensity of strength and power Against us is the law! Police know how to make a man A guilty or an innocent Against us is the power of police! The shameless lies that men have told Will ever more be paid in gold Against us is the power of the gold! Against us is racial hatred And the simple fact that we are poor
My father dear, I am a prisoner Don't be ashamed to tell my crime The crime of love and brotherhood And only silence is shame
With me I have my love, my innocence, The workers, and the poor For all of this I'm safe and strong And hope is mine Rebellion, revolution don't need dollars They need this instead Imagination, suffering, light and love And care for every human being You never steal, you never kill You are a part of hope and life The revolution goes from man to man And heart to heart And I sense when I look at the stars That we are children of life Death is small

“Mai vivendo l'intera esistenza avremmo potuto sperare di fare così tanto per la tolleranza, la giustizia, la mutua comprensione fra gli uomini.”
Bartolomeo Vanzetti
Escrito por Lis às 00h16
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Mudando de assunto... ...Muito me consola, mas foi ditado: ninguém recebe o que não pode suportar. “O pulso ainda pulsa, o pulso ainda pulsa...” (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto)
Escrito por Lis às 23h59
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“Anarquia oi-oi!”
Fraternidade, cooperação, igualdade e justiça
Protesto:
Abaixo o sistema capitalista de governo que comanda até a "ex-oposição"!
Escrito por Lis às 23h56
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Dor cravada

Dor gravada
"Gravador que está gravando Aqui no nosso ambiente Tu gravas a minha voz, O meu verso e o meu repente Mas gravador tu não gravas A dor que meu peito sente"

Patativa do Assaré
(1909 – 2002)
Poeta cearense, cronista e cantador das mazelas do mundo.
Suas composições denunciavam injustiças sociais e o sofrimento do povo nordestino.
Escrito por Lis às 01h37
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Snoopy, Charlie Brown e Lucy, por Charles M. Schulz
“Mas que puxa...!”
Às vezes, sou como os personagens das histórias em quadrinhos...
12/12/1958


Como assim, o mundo não gira ao meu redor?

Eu costumava tentar encarar um dia de cada vez, mas agora a minha filosofia mudou: reduzi para meio dia de cada vez!

É...
Escrito por Lis às 21h32
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apagar-me diluir-me desmanchar-me até que depois de mim de nós de tudo não reste mais que o charme
(Paulo Leminski)
Escrito por Lis às 16h12
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Bela viola... 
Com alguma coisa estragada por dentro mais confusão mais paixão.
Escrito por Lis às 12h12
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Pedi poucos e ótimos amigos. Deus me deu.
A Flora é uma amigona!

Eu, Flora
Escrito por Lis às 14h46
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Mais um pouquinho de poesia...
Agora é a vez de Mario Quintana, o poeta da simplicidade.
Poetando as emoções em Espelho Mágico, escrito no ano de 1948.
Da discrição

Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo de teu amigo
Possui amigos também
Da realidade

O sumo bem só no ideal perdura...
Ah! Quanta vez a vida nos revela
Que “a saudade da amada criatura”
É bem melhor do que a presença dela...
Da felicidade

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!
Das idéias

Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...
Das ilusões

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida... Que extraordinária sensação de alívio!
Escrito por Lis às 01h57
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Quintana outra vez...
Homem com megafone também é muito chato.
Dos chatos
O maior chato é o chato perguntativo. Prefiro o chato discursivo ou narrativo, que se pode ouvir pensando noutra coisa... Me lembro que fiz um soneto inteiro — bem certinho, bem clássico e tudo — durante o assalto ao Quarto do Sétimo, isto é, quando um veterano de 30 me contava mais uma vez a sua participação nas glórias e perigos daquela investida.
As velhotas que nos contam seus achaques também são de grande inspiração poética.
Mas que fazer contra a amabilidade agressiva do chato solícito? Aquele que insiste em pagar nossa passagem, nosso cafezinho, ou quer levar-nos à força para um drinque, ou faz questão fechada de nos emprestar um livro que não temos a mínima vontade de abrir...
Ah! ia-me esquecendo dos proselitistas de todas as religiões. Os proselitistas amadores, que são os piores. Quanto aos sacerdotes que conheço, registre-se em seu louvor que eles sempre me falam de outras coisas. Ou me julgam um caso perdido ou um caso garantido... Bem, qualquer que seja o caso, deixam-me em paz.
O que pode acontecer de mais chato no mundo é o chato que se chateia a si mesmo, o autochato.
Para essa extrema contingência, descobri em tempo que a última solução não é o suicídio. É escrever, desabafar para cima do leitor, o qual, se me leu até aqui, a culpa é toda dele.
Há gente para tudo...
Escrito por Lis às 01h52
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Para ser grande
14/2/1933
Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.
Poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa.
Para descrever o mundo em suas poesias, Fernando Pessoa se despersonalizava. Seus heterônimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis tinham caráter e estilo. Amo todos eles!

“Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.”
Fernando Pessoa (1888 – 1935)
Escrito por Lis às 01h39
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Digo que o livro Gatos - Bigodes ao Léu, do Laerte, é tudo de bom, às vezes releio e passo hoooras rindo. Como as tirinhas são engraçadas! Como o Laerte é engraçado!
Perfil dos personagens: Gata 
Não gosta de ser definida como fêmea do gato; é uma fêmea absoluta, acima das espécies e das estrelas. Curte Luiz Melodia, acredita em Batman, sonha com números e aposta tudo em sexo bizarro. 
Gato 
Idealista, criativo, inseguro, portador de uma bagagem cultural mais sortida do que profunda. Tem todas as sonatas de Beethoven, mas já foi visto num karaokê, dando tudo de si pra impressionar a gatinha. E conseguiu. 
Messias É filho do Gato com uma ex – ele insiste em assumir, investir, participar, essas coisas. Messias, que é filhote, mas não nasceu ontem, deita e rola... 
Vá lá: www.laerte.com.br
Escrito por Lis às 20h43
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Letra da música The Scientist, da banda inglesa Coldplay.
Come up to meet ya, tell you I'm sorry You don't know how lovely you are I had to find you, tell you I need ya And tell you I set you apart Tell me your secrets, and ask me your questions Oh lets go back to the start
Running in circles, coming in tails Heads on a science apart
Nobody said it was easy It's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be this hard Oh take me back to the start I was just guessing at numbers and figures Pulling the puzzles apart Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart And tell me you love me, come back and haunt me Oh and I rush to the start Running in circles, chasing our tails Coming back as we are Nobody said it was easy It's such a shame for us to part Nobody said it was easy No one ever said it would be so hard I'm going back to the start Ooooohhhhhhh
Escrito por Lis às 16h46
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Coldplay
Formação: Londres, Inglaterra em 1996
Chris Martin (vocais, violão e piano)
Jon Buckland (guitarra) Guy Berryman (baixo) Will Champion (bateria)
Escrito por Lis às 16h39
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Odeio mentira
La mentira nunca es buena, mata el alma y la envenena.
(Marita Ortegon)
Definição da palavra mentir segundo o Dicionário Aurélio:
Mentir v.int. 1. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade. 2. Errar no que diz. 3. Induzir em erro. T. 4. Dizer (mentira [s]); enganar.
Pra mim: mentir = defeito gravíssimo
Sempre tem um Pinóquio de plantão
“La mentira es el refugio de los cobardes”.
(Manuel Lorente)
Até que é bem parecido... Ahahaha...
Veio cheio de segundas intenções e foi traiçoeiro, mentiu. Bastou. Cortei o mal pela raiz: o excluí da minha lista/vida.
“La primera vê que me mientas la culpa será tuya, la segunda vez, la culpa será mia”.
Escrito por Lis às 00h36
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A inveja é mesmo uma merda.
Isola!!! Toc, toc, toc...
Escrito por Lis às 00h34
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Ando sem tempo para postar e atualizar o blog. A minha patologia descoberta recentemente - o tal do Distúrbio do Déficit de Atenção, mais conhecido como DDA, me deixa lesada. Para não ficar mais confusa, prefiro estar como a Mafalda neste quadrinho desenhado pelo argentino Quino: 
Não falar, não ouvir e não ver. E olha que a Mafalda não é de ficar assim! Quando tiver um tempinho, falo mais desta personagem que vive indignada com o mundo. ,
Lis
Escrito por Lis às 23h51
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E não é que é verdade!?!

Escrito por Lis às 09h09
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Escrito por Lis às 18h29
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O melhor aniversário à mais especial de todas as pessoas: a minha amiga Dany. Dany, o meu presente tem sete letras.

Difícil de encontrar, ele dura uma vida inteira. É feito de emoção, carinho e alegria. Tem o som dos risos e o brilho das estrelas. Ninguém consegue viver sem ele... A M I Z A D E: é o meu presente para você. PARABÉNS, te amo muitão! Mil beijos! Lis
Escrito por Lis às 11h36
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Hoje é o Dia da Imprensa. Publico aqui um texto que conta a história da imprensa feminista no Brasil.
Ah, e informo: a maioria dos impressos voltados para leitoras, em pleno século XXI, faz um trabalho burro e inútil. Por que será?
Escrito por Lis às 23h56
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Páginas feministas
por Maria Amélia de Almeida Teles
Em meados do século XIX, quando a imprensa brasileira tomou grande impulso, as feministas aproveitaram a oportunidade para criar canais de informação e de troca de idéias sobre os direitos que as mulheres deveriam ter. Romperam assim com a imprensa tradicional, que dedicava ao público feminino tão-somente temas como bordados, cosméticos e modas.
A imprensa feminista nasceu por volta de 1850 e reuniu um material bastante expressivo, em que as mulheres puderam registrar seus sentimentos, anseios e reivindicações. Os jornais traduziam suas inquietações e colocavam novas indagações sobre a condição feminina, propondo uma participação maior das mulheres nas áreas da educação, da profissionalização e da política.
Essa feminização da imprensa, que também ocorria em outros países da Europa e da América Latina e Caribe, foi bastante profícua no Brasil. O Jornal das Senhoras, que destacava as necessidades e capacidades das mulheres, foi lançado no Rio de Janeiro – então sede do Império – em 1852 pela argentina Joana Paula Manso de Noronha, que posteriormente voltaria para Buenos Aires, dando lá continuidade ao seu trabalho na imprensa feminista. O Belo Sexo nasceu em 1862, e seu conselho editorial se reunia semanalmente para desenvolver os temas que mais afligiam as mulheres. Nessas discussões, formulavam-se novos pontos de vista e as mulheres aprendiam a se manifestar livremente.
O jornal feminista mais radical foi O Sexo Feminino, lançado em 1873 em Campanha da Princesa, Minas Gerais, editado por Francisca Senhorinha da Motta. Dirigido diretamente às mulheres, conclamava-as a tomar consciência de sua identidade e de seus direitos. Defendia a educação como caminho seguro para alcançar a independência econômica e associava a luta pela emancipação feminina à reivindicação do direito ao voto e à abolição da escravatura.
Outros jornais foram surgindo, principalmente nas cidades onde as mulheres começavam a ter mais oportunidades de educação. Abordavam desde o direito à maternidade até conhecimentos práticos de saúde, cuidados domésticos, moda e teatro. Publicavam também manifestações literárias, contos, poesias e ensaios.
O jornal A Família, dirigido por Josefina Álvares Azevedo, defendeu o direito de voto e de divórcio, reivindicações que encontraram eco na Constituinte de 1891 pela voz do deputado Lopes Trovão, personagem recentemente lembrado pela minissérie Chiquinha Gonzaga.
Escrito por Lis às 23h53
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Em São Paulo, entre 1897 e 1900, circulou a revista A Mensageira, sob a direção da poetisa Prisciliana Duarte de Almeida, que apresentou questões pioneiras, como a solidariedade entre mulheres do mundo inteiro. O jornal A Família chegou a questionar a entonação da voz masculina ao se referir a “minha mulher”, “meu cavalo”, “minhas botas” como se fossem todos objetos de sua propriedade. Assim, levantava-se o tema da necessidade de convencer o homem da injustiça que se cometia contra as mulheres.
Já no início dos novecentos, em 1910, Ernestina Lésina publicava o jornal Anima Vita, que defendia a regulamentação do trabalho feminino.
Com a conquista pelas mulheres do direito ao voto, houve um refluxo do feminismo. A imprensa feminista deixou de circular por algumas décadas, só voltando a se manifestar a partir de 1975 – Ano Internacional da Mulher – com a publicação de pelo menos dois jornais: Brasil Mulher e Nós Mulheres.
O primeiro se propunha informar e debater a premência da “eqüidade entre homens e mulheres de qualquer latitude”. O segundo conclamava as mulheres a lutar por sua própria emancipação. Ambos faziam parte da imprensa democrática que resistia aos desmandos da ditadura militar e defendiam a anistia ampla, geral e irrestrita para todos os presos e perseguidos políticos, fossem homens ou mulheres. Nascia com esses jornais um novo feminismo, comprometido com os ideais democráticos e socialistas.
Mais tarde, em 1981, veio o Mulherio, que buscava atualizar o feminismo respondendo às indagações mais candentes: licença-paternidade, democracia doméstica, situação das mulheres negras e das lésbicas e atuação das parlamentares. Em uma de suas últimas edições, foram questionadas a crise do feminismo e a falta de motivação para a militância. Segundo o jornal, isso se deu porque “a entrada da mulher para o mundo masculino não correspondeu à entrada do homem no mundo feminino”. A carga seguia bem mais pesada para as mulheres...
... Continua no site www.undp.org.br
Escrito por Lis às 23h52
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Amandinha,
Seu beijinho ainda está aqui, viu? Obrigada pela ajuda.
Você é muito legal!

Escrito por Lis às 23h09
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Voltei...

Não, não estava em Roma!
Escrito por Lis às 01h31
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Você sabia...
Que hoje é o Dia Internacional da Alfabetização, e que nós brasileiros não temos nenhum motivo para comemorar?
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Ótimo
Você e eu somos alfabetizados. |
Péssimo
No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas são analfabetas.
Fonte: IBGE |
Escrito por Lis às 00h45
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Brada povo heróico!
Cadê a Independência do Brasil?
Brada povo heróico!
Brada povo heróico!
A nossa Pátria é mãe gentil?
Brada povo heróico!
Brada povo heróico!
Somos todos iguais!
Brada povo heróico!
Lis
Com ironia e indignação reproduzo a quarta estrofe do Hino da Independência:
Parabéns, ó brasileiros
Já com garbo juvenil
Do Universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Do Universo entre as nações
Do Universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Fome, abandono, violência, miséria, corrupção, desigualdade, desprezo, covardia, crueldade, ostentação, ignorância...
... A culpa é de quem?
É minha também.
Lis
Escrito por Lis às 21h53
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Metade da música “Metade” de Oswaldo Montenegro

“... Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada porque metade de mim é o que penso a outra metade um vulcão. Que o medo da solidão se afaste e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância pois metade de mim é a lembrança do que fui a outra metade não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o seu silêncio me fale cada vez mais pois metade de mim é abrigo a outra metade é cansaço. Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba e que ninguém a tente complicar pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer pois metade de mim é platéia a outra metade é canção. Que a minha loucura seja perdoada pois metade de mim é amor e a outra metade também.”
Escrito por Lis às 19h31
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Bom dia...
Escrito por Lis às 03h42
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Do livro “Pequeno dicionário de palavras ao vento”, de Adriana Falcão.
Amanhã
Dia de realizar os sonhos pendentes.
Aplauso
Quando as mãos não necessitam da boca para dizer “gostei”.
Ausência
Uma falta que fica ali presente.
Cabisbaixo
Quando o chão é a única coisa que não incomoda a pessoa.
Calendário
Onde moram os dias.
Calma
Quando as agonias dormem profundamente dentro da gente.
Contrato
Você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo.
Escrito por Lis às 03h38
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Decreto
Determinação que não leva nem um pouco em consideração a vontade dos outros.
Desânimo
Quando o “um, dois, três e já” não surte mais efeito.
Denúncia
Frase muito perigosa que nunca deveria ser injusta.
Futuro
Tudo que vem depois deste instante, deste agora, deste outro e dos próximos.
Infância
O prefácio da pessoa.
Paixão
Quando apesar da placa “perigo” o desejo vai e entra.
Escrito por Lis às 03h37
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Desejo
Para o bebê, colo de mãe. Para mãe, riso de filho.
Para os cabelos, vento. Para chuva, pára-brisa.
Para brisa, rede. Para os olhos, paraísos.
Para isolados, visita. Para visita, atenção.
Para teimosia, não. Para adolescente, chão.
Para adulto, ser criança. Para sobreviver, trabalho.
Para trabalho, pagamento. Para pobreza, justiça.
Para cima, elevador. Para baixo, tobogã.
Para casados, liberdade. Para solteiros, companhia.
Para companhia, uma boa pessoa. Para pessoas em geral, alegria.
Para coisas, nomes. Para menina, cor-de-rosa. Para flor, um regador.
Para dor, anestesia. Para prazer, suspiros. Para as mãos apertos.
Para os pés, descansos. Para o cansaço, sono.
Para mertiolate, sopro. Para agonia, calma.
Para a alma, céu. Para um corpo, outro.
Para a boca, beijo. E comida para todos.
PEQUENO DICIONÁRIO DE PALAVRAS AO VENTO, de Adriana Falcão. Planeta, 166 págs., R$29,50.
Escrito por Lis às 03h36
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Do livro "DOMINGO DIA DE CACHIMBO", de Giselda Laporta Nicolelis.
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Hoje é domingo.
Dia de cachimbo.
O cachimbo é de barro.
Bate no jarro.
Jarro é de ouro.
Bate no touro.
Touro é valente.
Correu atrás da gente.
A gente é fraca.
Caiu no buraco.
O buraco é fundo.
Acabou todo o mundo.
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Escrito por Lis às 04h47
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...Eu pertenço à fecundidade, e crescerei enquanto crescem as vidas: sou jovem como a juventude da água, sou lento com a lentidão do tempo, sou puro com a pureza do ar, escuro com o vinho da noite e só estarei imóvel quando seja tão mineral que não veja nem escute, nem participe do que nasce e cresce. Quando escolhi a selva para aprender a ser, folha por folha, estendi as minhas lições e aprendi a ser raiz, barro profundo, terra calada, noite cristalina, e pouco a pouco mais, toda a selva.
(Pablo Neruda)
Escrito por Lis às 16h45
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Bom dia

Obrigada pela visita.

Lis
Escrito por Lis às 02h21
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Hein?

Jornal: algo que deveria dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.
(Adriana Falcão)
Escrito por Lis às 02h18
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"Poema"
( Desconheço a autoria, mas acho que deve ser de uma mulher)

Escrito por Lis às 02h01
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Poema da mulher
Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um tio meio tarado
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um Lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma “lipo” na barriga?
Escrito por Lis às 02h00
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Que mulher nunca pensou
Em zunir uma panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Pra ter a perna depilada,
Pra aturar uma empregada
Ou pra trabalhar menstruada?
Que mulher nunca acordou
Com um desconhecido ao lado,
Com o cabelo desgrenhado
Ou com o travesseiro babado?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato pra caber,
A barriga pra emagrecer
Ou um ursinho pra não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que nem pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome
Escrito por Lis às 02h00
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